Portfólios na Educação by Vinicius Lemos - Illustrated by Gilda Galdino,Janaina Dias, Lucilene Oliveira e Vinicius Lemos - Ourboox.com
This free e-book was created with
Ourboox.com

Create your own amazing e-book!
It's simple and free.

Start now

Portfólios na Educação

by

Artwork: Gilda Galdino,Janaina Dias, Lucilene Oliveira e Vinicius Lemos

  • Joined Jun 2014
  • Published Books 3

Neste texto colaborativo abordamos o assunto “uso de portfólios digitais” a partir da leitura do artigo “Portfólio digital: o blog no recurso pedagógico no ensino superior” (FONSECA, 2012). Além de elaborarmos uma síntese das principais ideias do artigo, buscamos outras referências para complementar e enriquecer a discussão sobre a utilização de blogs como uma estratégia e ferramenta pedagógica na elaboração de portfólios. Boa leitura!

Gilda Galdino

Janaina Dias

Lucilene Oliveira

Vinicius Lemos

1
2

A educação está passando por um momento de extrema mudança com as novas tecnologias de informação e comunicação em seu processo de ensino-aprendizagem e na forma de avaliação deste aprendizado. 

 

Tomamos como referência os blogs ou diários virtuais que estão sendo amplamente utilizados como instrumento nesse processo. Os blogs são diários virtuais publicados na rede e que não exigem conhecimentos técnicos de programação ou design.

 

Vejamos o que vários teóricos têm a dizer:

3
Portfólios na Educação by Vinicius Lemos - Illustrated by Gilda Galdino,Janaina Dias, Lucilene Oliveira e Vinicius Lemos - Ourboox.com
Portfólios na Educação by Vinicius Lemos - Illustrated by Gilda Galdino,Janaina Dias, Lucilene Oliveira e Vinicius Lemos - Ourboox.com
Portfólios na Educação by Vinicius Lemos - Illustrated by Gilda Galdino,Janaina Dias, Lucilene Oliveira e Vinicius Lemos - Ourboox.com

A utilização do blog é ampla, pode ser utilizado para discutir e debater notícias e outros temas, propor questões, publicar textos e trabalhos em desenvolvimento,registrar links e comentários. Muitos se utilizam para formação de professores, para pesquisas e trabalhos colaborativos. Tanto para professores e alunos, é um instrumento de interação, troca e de construção do conhecimento e em determinados momentos é utilizado para aumentar a motivação dos estudantes.

 

Outra grandiosa contribuição é o entendimento destes como portfólio digital que permite ser utilizado como uma ferramenta avaliativa que pode subsidiar alunos e professores. Colocando docentes e discentes frente a um processo em que existe a possibilidade de observar e acompanhar a aprendizagem e a apropriação de novos saberes, sem recorrer aos tradicionais processos avaliativos que submetem os alunos a exames que podem apenas classificar de forma quantitativa o grau de conhecimento.

7

 

O portfólio permite que não somente o professor consiga acompanhar, com certa linearidade o desenvolvimento do educando, mas também traz ao aluno a possibilidade de observar e avaliar a construção do seu conhecimento. Além disso, temos nessa ferramenta a viabilidade de intervir no processo de aprendizagem de forma pontual, isto é, em acompanhamento ao portfólio, seja ele digital ou não, o docente encontra-se diante de um cenário que expressa quais são as dificuldades que o (s) aluno(s) estão enfrentando e por meio desses dados ele pode  realizar uma intervenção direcionada e específica para cada discente.

8

O que se nota no estudo em questão, “Portfólio digital: o blog no recurso pedagógico no ensino superior”(FONSECA, 2012) é que a  avaliação tem ganhado destaque nos estudos de educadores nas últimas décadas. Para os educadores progressistas, não se deve mais pensar em acumulação de informação descontextualizada.  Pensando neste contexto de transformações que, o portfólio, mecanismo bastante comum no mundo das artes, surge como uma alternativa pedagógica à prática de avaliações parciais fragmentadas.

 

Segundo Filatro (2008), os portfólios consistem em uma coleção de registros e artefatos acumulados que representam o que um aluno ou um grupo de alunos aprendeu ao longo do tempo. Constituem uma forma de avaliação autêntica, uma vez que demonstram competências e valores dos alunos em contextos realísticos.

9

De fato, um portfólio pode incluir anotações de sala de aula, rascunhos e revisões e dissertações e projetos, comentários gerais sobre o curso e produtos de atividades em grupos, bem como qualquer outro trabalho representativo do desenvolvimento do aluno.

 

O artigo de André Azevedo da Fonseca descreve e analisa um projeto realizado com alunos do primeiro período em Comunicação Social, habilitações em Jornalismo e Publicidade & Propaganda, no segundo semestre de 2005 na Universidade de Uberaba, Uniube.

 

A ideia do projeto era que cada aluno da disciplina Fundamentos Científicos da Comunicação criasse um blog para frequentemente expor e demonstrar o seu desenvolvimento no decorrer do curso.

10

De acordo com o plano da disciplina o aluno deveria usar o blog para discutir todos os temas abordados na disciplina nas aulas presenciais, através de comentários e anotações. Como estavam programadas 40 aulas, os blogs deveriam ter o mínimo de 40 posts. O aluno também deveria periodicamente visitar os blogs dos colegas de turma e deixar comentários. Uma das propostas da disciplina também incluía o aluno sempre disponibilizar links de pesquisas paralelas feitas por ele ao estudar de forma mais profunda determinado assunto e uma postagem semanal sobre algo lido no Observatório da Imprensa (www.observatoriodaimprensa.com.br), site que reúne artigos sobre jornalismo, publicidade e indústria cultural.

11

Também ficou definido que o professor faria três visitas surpresa em cadablog para fins avaliativos. Este blog seria uma espécie de portfólio digital que registraria todo o desenvolvimento do aluno ao longo do curso e os caminhos que ele percorreu para construir o conhecimento.

 

No começo das aulas da disciplina o entusiasmo foi geral e a maioria conseguiu criar um blograpidamente. Alguns tiveram problemas, mas com ajuda conseguiram criar seus espaços virtuais. Estas foram algumas estatísticas da turma:

 

Em um universo de 50 alunos, 39 fizeram seus blogs e 10 deixaram de fazê-lo. Dos 39 que fizeram o blog, 6 criaram os diários mas não fizeram comentários.

12

De acordo com o artigo, os blogs mostraram-se criativos, mas alguns textos escritos não seguiram as regras tradicionais de ortografia e houve casos de locuções informais e registros de linguagens não apropriadas para o contexto de um blog para fins acadêmico, voltado para alunos da área de comunicação. Algumas transgressões – “internetês” – foram toleradas e outras foram trabalhadas pelo professor, através de dicas e sugestões de revisão para os casos em questão.

 

A experiência concluiu que muitos alunos não seguiram à risca todas as regras propostas pela disciplina. Muitos não visitaram o site do Observatório da Imprensa e a grande maioria não escreveu nos blogs dos colegas de turma. Outro fenômeno observado foi o fato de que no final do semestre, muitos dos alunos abandonaram as atividades do blog, provavelmente para se dedicarem aos estudos finais de outras disciplinas.

13

A intenção do blog era experimentar uma alternativa ao portfólio tradicional. Segundo Villas Boas (1998), a avaliação feita por portfólios deve reunir uma seleção de trabalhos escolhidos pelos alunos e pelo próprio professor. Comentários e reflexões coletivas de alunos e professor contribuem para o fortalecimento dos laços entre os envolvidos e serve de estímulo para os alunos, uma vez que seus materiais estão sendo apreciados pelo professor e uma plateia de leitores. O lado positivo da experiência com os blogs foi que eles serviram como registro das vivências emotivas e existenciais ao longo do curso e expôs as inquietações intelectuais e desenvolvimento do conhecimento de cada aluno.

14

Apesar da pouca interação registrada entre eles nos

 blogs (a expectativa era de que houvesse mais interação e comentário nos diários virtuais de cada um, já que os endereços de todos os diários estavam disponíveis no sistema on-line da Uniube), percebeu-se que eles tinham um potencial enorme de promover mais discussões teóricas entre todos os colegas. Concluiu-se, também, que seria mais adequado utilizar somente um único provedor gratuito/portal para criar o blog, assim criando um padrão único para todos. De acordo com o autor, o blog como uma alternativa ao portfólio não se revelou como uma alternativa de avaliação tão completa como seria um portfólio impresso, uma vez que os blogs

demonstraram ter algumas limitações estruturais e de extensão dos textos. 

15

Com base na experiência apresentada é possível salientarmos que quando falamos em utilizar blogs para o aprendizado e a interação dos alunos, estamos dialogando sobre a social learning – aprendizagem colaborativa – que cada vez mais, faz parte das aulas da nova geração. No caso da experiência apresentada, juntar a tecnologia com a lição de casa mudou radicalmente a forma como alguns aprendizes enxergavam as tarefas.  Isso fez com que mantivessem contato com os colegas e professores, ao mesmo tempo em que deixaram de lado a velha e maçante forma de fazer a lição. Além disso, houve o desenvolvimento da autoconfiança e o compartilhamento de informações entre os colegas, o que possibilitou ainda desenvolverem maior autonomia, já que muitos estão familiarizados com a tecnologia.

16

Para os que não estão, há aqueles usuários que ensinam uns aos outros a melhor forma de desenvolver os conhecimentos, o que os leva a desenvolver também novas habilidades.

 

Por fim, podemos depreender que utilizar o blog como uma estratégia e instrumento pedagógico na elaboração de portfólios continuou sendo uma tarefa obrigatória, porém fazer parte de um blog é uma forma de satisfazer as necessidades comuns dos alunos, ao mesmo tempo em que garante qualidade educacional, pois há o acompanhamento do professor durante todo o processo.

17

Referências

 

FILATRO. Andrea. Design Instrucional na Prática. Person. pg. 144, 2008.

FONSECA, André Azevedo da. Portfólio digital: o blog no recurso pedagógico no ensino superior. Semina: Ciências Sociais e Humanas, v. 33, n. 1, 2012.

MATTAR, João. Web 2.0 e Redes Sociais na Educação. Artesanato Educacional. pgs. 79 a 85, 2013.

MATTAR, João. Tutoria e Interação em Educação a Distância. Cengage Learning: Série Educação e Tecnologia, pgs. 85-88, 2012.

18
This free e-book was created with
Ourboox.com

Create your own amazing e-book!
It's simple and free.

Start now

Ad Remove Ads [X]